quinta-feira, 31 de julho de 2014

           Reflexão: Texto “O modelo dos modelos” Italo Calvino
 

            O AEE é um espaço de repensar as práticas pedagógicas, onde não se busca um modelo de mente e sim desenvolver suas capacidades estimulando- a sempre, levando-a superar- se sempre, proporcionando situações que motivem, despertem curiosidade, e  busca por respostas adaptando- se para que o seu desenvolvimento seja possível favorecendo o seu crescimento.

           As mentes não são iguais e precisam ser estimuladas e trabalhadas de acordo com as suas necessidades.

domingo, 15 de junho de 2014

Recursos e estratégias em baixa tecnologia apoiando o aluno com TGD em seu desenvolvimento

TEA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes síndromes marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
Também chamado de Desordens do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o nome de espectro (spectrum), porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai da mais leves à mais grave. Todas, porém, em menor ou maior grau estão

PCS

Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS - Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.
Fihas de comunicação:usadas para comunicar-se com o aluno , tornando a comunicação mais eficiente é necessário a mediação constante do professor para a socialização com os símbolos e imagens.


Sugestão interessante: Interação social

O sapo comedor de bolhas

Interesses:

Bolhas de sabão, movimentos corporais amplos, onomatopeias, efeitos sonoros, expressões faciais exageradas, suspense, animais.

Metas principais:
Comunicação verbal.
Contato visual.
Desenvolver período de atenção compartilhada de 5min ou mais.
Ação motivadora (o papel do adulto):
Fazer bolhas de sabão e, com suspense e animação, manusear o fantoche do sapo para que ele “coma” as bolhas.
Solicitação (o papel da criança):
Falar a palavra “Bolha”. Em algumas regiões brasileiras a bolha de sabão é chamada de bola de sabão. Se sua criança reside em uma destas regiões, modele e solicite que ela tente falar a palavra “Bola”.
Preparação da atividade:
Traga um potinho de fazer bolhas de sabão e um fantoche de sapo para o quarto. Se o fantoche for daqueles que abrem a boca, fica mais interessante ainda!
Estrutura da atividade:
Apresente o potinho de bolhas e comece a soprar bolhas para a criança. Se ela se interessar, faça mais bolhas. Modele a palavra com a qual a criança poderá pedir por mais bolhas de sabão: você diz “Bolhas” diversas vezes enquanto sopra as bolhas e durante a pausa de sua ação. Pegue o fantoche do sapo e diga à criança que o sapo come bolhas e que ele está com muita fome. Procure pegar cada uma das bolhas com a boca do sapo. Faça um suspense antes de soprar as bolhas e antes do sapo comê-las. Utilize movimentos amplos pelo quarto, exagere suas expressões faciais, imite o pulo e o som (onomatopeia) do sapo. Faça um som interessante ou diga a palavra “bolha” de forma divertida no momento exato em que sapo for comer cada bolha. Essas técnicas poderão deixar a brincadeira mais divertida, darão mais motivos para a criança querer olhar para você – ao invés de olhar apenas para as bolhas – e poderão estimular uma maior qualidade e duração de atenção por parte da criança. Quando a criança estiver altamente motivada por sua ação, demonstrando querer mais de sua ação (através de gestos, olhares, sorrisos, sons) passe a solicitar durante as pausas que ela tente falar a palavra “bolha” para comunicar a você querer mais. Aguarde a resposta da criança, celebre qualquer tentativa para falar a palavra e responda aos sons oferecendo imediatamente a ação desejada por ela. Ao sermos responsivos às comunicações da criança, mostramos a função de suas comunicações e a inspiramos a querer utilizar e desenvolver cada vez mais suas habilidades de comunicação.
Variações:
Um dos movimentos favoritos de muitas das crianças que conhecemos é o movimento de pernas do “ninja” que ataca as bolhas. O adulto finge ser um ninja, posiciona-se em posição de ataque e então pula em direção à bolha alternando rapidamente o chute com as duas pernas. O movimento fica completo com o som de “Iiiiiiiáááááá!”.

quinta-feira, 24 de abril de 2014


Surdocegueira e Deficiência Múltipla Sensorial


Deficiência Múltipla Sensorial
Considera-se uma criança com múltipla deficiência sensorial aquela que apresenta
deficiência visual e auditiva associadas a outras condições de comportamento e
comprometimentos, sejam eles na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de
aprendizagem.
A criança surdocega não é uma criança surda que não pode ver e nem um cego que
não pode ouvir. Não se trata de simples somatória de surdez e cegueira, nem é só um problema de comunicação e percepção, ainda que englobe todos esses fatores e alguns mais,
 quando a visão e audição estão gravemente comprometidas, os problemas relacionados à aprendizagem dos comportamentos socialmente aceitos e a adaptação ao meio se multiplicam

Surdocegueira e Deficiência Múltipla Sensorial

Deficiência  Múltipla Sensorial
 Surdocegueira
- Caracteriza o conjunto associadas de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento;
- Apresenta deficiência visual ou auditiva, associada a outras condições de comportamento e comprometimentos;
- Comprometimentos acentuados no domínio motor ou no domínio sensorial (visão , audição) e que requerem apoio permanente;
-  Apresentam mais dificuldades no entendimento das rotinas diárias, gestos ou outras habilidades de comunicação;

- Demonstram dificuldades acentuadas no reconhecimento das pessoas significativas
no seu ambiente;
- Realizam movimentos corporais sem propósito;
- Apresentam resposta mínima a barulho, movimento, toque, odores e/ou outros
Estímulos;
- Muitas dessas crianças têm dificuldade na obtenção e manutenção do estado de alerta;
socialmente aceita.

- A criança surdocega é portadora de características únicas, que resultam do efeito combinado das deficiências auditiva e visual.
- Não recebe as informações sobre o que está a sua volta de forma fidedigna, precisa da mediação de comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca.


Na comunicação

Na comunicação
Comunicação simbólica: refere-se a qualquer sistema de palavras, sinais ou objetos usado para se comunicar que seja formalmente organizado e regido por regras. Estes símbolos representam conceitos, ações, objetos, e pessoas e pode ser altamente abstrato e complexo. 
Comunicação não simbólica: são frequentemente individualizados para cada indivíduo e pode ser não convencional em sua natureza. É um método efetivo de comunicação contanto que a forma da comunicação tenha uma função definida e conhecida.
Para que o ensino tenha bons resultados é necessário que o ambiente seja estabelecido de rotinas claras e uma comunicação adequada, onde atividades multisensoriais garantam o aproveitamento de todos os sentidos e que sejam atividades que proporcionem uma aprendizagem significativa com oportunidades de generalizar para outros ambientes e pessoas.


domingo, 23 de março de 2014

                                                             Inclusão Escolar- PS

              A inclusão escolar implica mudança paradigmática, ou seja, uma concepção de homem, de mundo, de conhecimento, de sociedade, de educação e de escola, pautado nas dimensões do heterogêneo, da não dualidade, da não fragmentação, e das diferenças multiculturais, do original e singular humano. Uma escola com valores e atitudes diferentes, frente às suas praticas educacionais, não em uma visão adaptativa as pessoas com deficiência física ou sensorial, como a integração escolar o faz, mas, uma escola que entende que todos que ali estão são diferentes e, portanto, suas praticas são naturalmente na visão da heterogeneidade de ações e atores. Respaldar-se nas práticas de ensinos escolares usuais, para justificar a exclusão é não acreditar que a escola possa mudar essas práticas e, que deve fazê-lo, para beneficiar as pessoas com surdez, e também todos os demais alunos. E esse é o mote da inclusão.
                Consideramos que a escola comum é a melhor escola para pessoas com surdez. O agrupamento pelas deficiências baseia-se na padronização e essa referência prejudica o desenvolvimento de qualquer pessoa, pois suprime o contraditório, o ambíguo, o desafio provocado pelas diferenças. É preciso lutar pela defesa da inclusão das pessoas com surdez na escola comum, dado que este é um espaço de responsabilidade social, coletiva, que procura garantir o exercício da cidadania para todos. Há que se pensar em uma escola que se organiza para todos e na qual todas as diferenças sejam reconhecidas e valorizadas.
                 A inclusão escolar do aluno com surdez deve envolver essa criança, desde a educação infantil até a plena escolarização, visando a garantia, que ela possa, desde cedo utilizar os meios que necessita para vencer suas dificuldades e usufruir dos seus direitos escolares.
                 Segundo essa autora o ambiente, em que essa pessoa com surdez esta inserida, em especial o da escola, na medida em que não lhe oferece condições para que se estabeleçam trocas simbólicas com o meio físico e social, não exercita ou provoca a capacidade representativa dessas pessoas e, consequentemente compromete o desenvolvimento do pensamento.
                Pensando nas práticas educacionais adaptativas que estão acontecendo na escola comum em favor dos alunos com surdez, idealizadas em função de suas limitações, baseando-se em compensações, tais como: intérpretes na sala de aula, ensino especial substitutivo, reforço escolar, professor itinerante, língua de sinais para o ensino da língua portuguesa ou professor de sala comum com o aluno de surdez no espaço sem nada para ajudá-lo, observamos que trata-se, no minimo de um grande equívoco e de um conjunto de procedimentos, apoios e arranjos que não condizem com o que é preciso e possível criar para fazer da escola comum um espaço inclusive de aprendizado para todos.
               Na visão inclusiva, é preciso ir além da superação da estrutura educacional atual das escolas e enfrentar a questão da formação de professores comuns e especializados.
               Os alunos surdos tem o direito de ter acesso ao conhecimento através da sua própria língua, ou seja, a língua de sinais portanto a aquisição da linguagem é fundamental para que o sujeito surdo possa reescrever-se através da interação social, cultural, política e científica.

                O AEE PS deve ser visto como construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais, em que a organização do conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão linear, hierarquizada e fragmentada do conhecimento. Dessa forma, o AEE PS precisa ser pensado em redes interligadas, sem hierarquização de conteúdos, sem dicotomizações, reducionismos; mas com uma ação conectada entre o pensar e o fazer pedagógico.