TEA
O Transtorno do Espectro
Autista (TEA) engloba diferentes síndromes marcadas por perturbações do
desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem
manifestar-se em conjunto ou isoladamente. São elas: dificuldade de comunicação
por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com
jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento
restritivo e repetitivo.
Também chamado de Desordens do
Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o nome de espectro (spectrum),
porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa
gradação que vai da mais leves à mais grave. Todas, porém, em menor ou maior
grau estão
PCS
Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS
- Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela
fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi
traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica.
O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil
reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente
combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de
comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades
educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do
software Boardmaker.
Fihas de comunicação:usadas para comunicar-se com o aluno ,
tornando a comunicação mais eficiente é necessário a mediação constante do
professor para a socialização com os símbolos e imagens.
Sugestão interessante: Interação social
O sapo
comedor de bolhas
Interesses:
Bolhas de
sabão, movimentos corporais amplos, onomatopeias, efeitos sonoros, expressões
faciais exageradas, suspense, animais.
Metas principais:
Comunicação verbal.
Contato visual.
Desenvolver período de atenção compartilhada de 5min ou mais.
Ação motivadora (o papel do adulto):
Fazer bolhas de sabão e, com suspense e animação, manusear o fantoche do
sapo para que ele “coma” as bolhas.
Solicitação (o papel da criança):
Falar a palavra “Bolha”. Em algumas regiões brasileiras a bolha de sabão
é chamada de bola de sabão. Se sua criança reside em uma destas regiões, modele
e solicite que ela tente falar a palavra “Bola”.
Preparação da atividade:
Traga um potinho de fazer bolhas de sabão e um fantoche de sapo para o
quarto. Se o fantoche for daqueles que abrem a boca, fica mais interessante
ainda!
Estrutura da atividade:
Apresente o potinho de bolhas e comece a soprar bolhas para a criança.
Se ela se interessar, faça mais bolhas. Modele a palavra com a qual a criança
poderá pedir por mais bolhas de sabão: você diz “Bolhas” diversas vezes
enquanto sopra as bolhas e durante a pausa de sua ação. Pegue o fantoche do
sapo e diga à criança que o sapo come bolhas e que ele está com muita fome.
Procure pegar cada uma das bolhas com a boca do sapo. Faça um suspense antes de
soprar as bolhas e antes do sapo comê-las. Utilize movimentos amplos pelo
quarto, exagere suas expressões faciais, imite o pulo e o som (onomatopeia) do
sapo. Faça um som interessante ou diga a palavra “bolha” de forma divertida no
momento exato em que sapo for comer cada bolha. Essas técnicas poderão deixar a
brincadeira mais divertida, darão mais motivos para a criança querer olhar para
você – ao invés de olhar apenas para as bolhas – e poderão estimular uma maior
qualidade e duração de atenção por parte da criança. Quando a criança estiver
altamente motivada por sua ação, demonstrando querer mais de sua ação (através
de gestos, olhares, sorrisos, sons) passe a solicitar durante as pausas que ela
tente falar a palavra “bolha” para comunicar a você querer mais. Aguarde a
resposta da criança, celebre qualquer tentativa para falar a palavra e responda
aos sons oferecendo imediatamente a ação desejada por ela. Ao sermos
responsivos às comunicações da criança, mostramos a função de suas comunicações
e a inspiramos a querer utilizar e desenvolver cada vez mais suas habilidades
de comunicação.
Variações:
Um dos movimentos favoritos de muitas das crianças que conhecemos é o
movimento de pernas do “ninja” que ataca as bolhas. O adulto finge ser um
ninja, posiciona-se em posição de ataque e então pula em direção à bolha
alternando rapidamente o chute com as duas pernas. O movimento fica completo
com o som de “Iiiiiiiáááááá!”.


Léia, gostei bastante das sugestões metodológicas apresentadas em seu blog, além da descrição do que é TGD.
ResponderExcluir